quinta-feira, 10 de maio de 2018

Elevador despenca de prédio da SEFAZ


Elevador despenca de prédio da SEFAZ


Na última quarta-feira, dia 8/5 tivemos a notícia que o elevador do prédio da SEFAZ, situado à Rua Buenos Aires, n° 309 despencou em direção ao fosso. Os freios de emergência foram acionados e amenizaram um pouco a queda livre que foi, segundo testemunhas, de apenas um andar. O servidor que estava no elevador (e que pediu para não ser identificado) sofreu apenas ferimentos leves e nos disse que por já ter tempo de serviço, decidiu dar entrada no pedido de aposentadoria.

Desde que foi concretizada a mudança das inspetorias da capital para um único prédio, os Analistas vêm denunciando as condições de trabalho. Um prédio velho antigo de 5 andares com espaço reduzido e visivelmente inadequado ao exercício das atividades das inspetorias. O prédio passou apenas por uma demão de tinta reforma superficial antes de receber as repartições fiscais. O elevador desde o dia da mudança fazia barulhos estranhos e parava constantemente deixando servidores e cidadãos que frequentam o prédio muito preocupados.

Em março de 2018, as 3 entidades que representam os servidores da Receita: Anaferj, Sinfrerj e Sinfazerj se reuniram com o Subsecretário de Receita e entregaram relatório com a descrição dos problemas e fotos do edifício. O Subsecretário pediu 30 dias para dar uma resposta. A resposta veio apenas informando que ele passaria as demandas para o setor responsável pela infraestrutura da Secretaria, o que, diga-se de passagem, já havia sido feito pelas entidades.

Todo o processo de concentração das inspetorias dos bairros no Centro foi desde o início uma decisão que nos pareceu equivocada, uma vez que afastou a Secretaria dos contribuintes, na contramão da prática de capilarização da fiscalização e do atendimento ao cidadão/contribuinte. Imagine o amigo leitor se as delegacias de polícia, os hospitais e as escolas públicas fossem centralizadas e obrigassem os cidadãos a se deslocar até o Centro para poder interagir com o poder público? Foi exatamente o que a SEFAZ fez.

Não houve qualquer informação sobre as razões e objetivos da medida. Tudo foi feito sem qualquer transparência, não temos como saber se efetivamente a mudança resultou em alguma economia de recursos ou ainda em aumento de eficiência. Ficamos sem entender também porque algumas inspetorias, como a Barra da Tijuca, não foram centralizadas, ao contrário de outras mais distantes como a do Irajá, por exemplo.

O ato final desse processo que nos pareceu atabalhoado desde o início, foi a alocação das inspetorias nesse local inadequado e que vem causando transtornos aos servidores e contribuintes. O acidente dessa semana evidencia que há riscos concretos para os que frequentam aquela instalação.

A ANAFERJ enviou solicitação de reunião com o Sr. Secretário pra tratar desse assunto entre outros e espera que o acidente sirva ao menos para alertar aos gestores da secretaria de que é preciso uma ação urgente e efetiva.


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